Existe uma ideia ainda bastante comum no ambiente corporativo de que a assessoria de imprensa deve ser acionada quando a empresa precisa divulgar uma notícia ou, principalmente, quando surge algum problema. É como se a comunicação entrasse em cena apenas quando o incêndio já começou.
Mas assessoria de imprensa estratégica está muito longe disso.
Construir uma boa relação com a imprensa exige tempo, consistência e conhecimento. É preciso entender o negócio, acompanhar o mercado, identificar oportunidades, conhecer os jornalistas e veículos que realmente fazem sentido para cada empresa e, principalmente, construir credibilidade antes que ela seja necessária.
Essa preparação faz toda a diferença quando surge uma situação de crise.
Em momentos de pressão, não basta ter um comunicado pronto. É preciso saber quem fala pela empresa, qual mensagem deve ser transmitida, como responder às perguntas mais difíceis, quais informações podem ser divulgadas e como evitar que o silêncio seja ocupado por versões de terceiros.
Uma crise também não acontece apenas dentro da empresa. Ela pode ganhar proporções muito maiores nas redes sociais, nos veículos de comunicação e nas conversas entre consumidores, clientes, parceiros e outros stakeholders. A velocidade da informação mudou. Uma situação que começa pequena pode ganhar enorme repercussão em poucas horas.
Por isso, comunicação de crise não deve ser pensada somente quando o problema aparece. Ela começa muito antes, com planejamento, monitoramento, treinamento de porta-vozes, definição de mensagens e construção de relacionamentos.
Uma empresa que mantém uma comunicação consistente em tempos tranquilos chega mais preparada aos momentos difíceis. Já existe uma história construída, uma reputação reconhecida e, principalmente, uma relação de confiança com seus públicos.
No fim, assessoria de imprensa não é sobre apagar incêndios. É sobre construir reputação, gerar credibilidade e preparar a empresa para estar pronta quando a notícia não estiver sob seu controle.
Porque a melhor hora para pensar em comunicação de crise é quando ainda não existe uma crise.